No palanque dos réus a ti coloco Eros
Julgado haverás de ser
Bondoso ou vilão
Ingênuo ou malévolo
No lombo ainda sinto todo peso de tuas setas
Pois insatisfeito com única delas
Toda carga de teu alforje me despejaste
Privando-me da razão
Hoje venho e vou sem rumo, sem chão
Mas um dia desvelado espero que seja
Se de ti joguete fui, oh imortal ser
Para puro deleite por ver-me a sofrer
Quisera hoje, errasses a carga
Enchendo-me o corpo com mortais flexas
Dando-me o direito de descanso
Pois já não mais tenho forças para diverti-lo
Pois o alvo de todo meu amor,
Cultivada em seio de Afrodite e dons de Circe,
Tanta alegria trouxe-me em ver olhos
Tanta tristeza traz-me em ver costas
De Júlio César Servilha
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